O Globo afirma que Bolsonaro mentiu sobre Míriam Leitão em café da manhã com jornalistas estrangeiros

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Redação Portal IMPRENSA*
A versão online do jornal O Globo publicou texto em que afirma que o presidente Jair Bolsonaro usou informações falsas para atacar a colunista Míriam Leitão em café da manhã com jornalistas estrangeiros realizado nesta sexta, 19 de julho.
Aos profissionais da imprensa internacional, Bolsonaro afirmou que a jornalista “tentou impor a ditadura no Brasil na luta armada”. Ainda segundo o presidente, Míriam “estava indo para a guerrilha do Araguaia quando foi presa em Vitória”.
Crédito: Agência Brasil
Café da manhã com jornalistas estrangeiros oferecido pelo presidente Bolsonaro nesta sexta, 19 de julho

“Ela conta um drama, todo mentiroso, de que teria sido torturada , sofreu abuso etc. Mentira. Mentira”, disse Bolsonaro, acrescentando que a jornalista serve a um “império” que não tem mais “aquela força que tinha no passado”. Com o celular na mão, o presidente exaltou o que chamou de “mídia completamente livre”, em referência às redes sociais.

Rebatendo o discurso de Bolsonaro, o texto do Globo afirma que, em 1972, Míriam Leitão tinha 19 anos, era estudante universitária e militante do PCdoB com atuação no Espírito Santo. “Durante sua militância, Míriam não integrou nem cogitou integrar a guerrilha do Araguaia”, diz o texto.
Míriam, prossegue O Globo, foi presa em 3 de dezembro de 1972 quando ia para a praia com o então companheiro e levada para o 38º Batalhão de Infantaria do Exército, instalado no Forte de Piratininga, em Vila Velha, cidade vizinha a Vitória. “Lá, grávida, foi torturada por diversos métodos e ficou encarcerada por três meses”, descreve o jornal.