Parlamentares e presidente da OAB criticam ação policial contra jornalistas da Veja

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Redação Portal IMPRENSA*

Os jornalistas da revista VEJA Hugo Marques e Cristiano Mariz foram detidos por policiais militares e levados a um distrito policial da cidade de Pojuca (BA), nesta sexta (14), quando procuravam uma testemunha da morte do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega.
De acordo com informações da Veja, a polícia chegou a apreender um gravador que continha entrevistas feitas durante a apuração do caso pelos repórteres. Vinte minutos depois, a Polícia teria devolvido o equipamento e liberado os profissionais da revista.
Quando foram cercados pela polícia, os repórteres da Veja estavam a caminho de uma das fazendas do pecuarista Leandro Guimarães, que hospedou o miliciano por cerca de uma semana antes de ele fugir para o sítio do vereador Gilsinho de Dedé (PSL), onde acabou morto pela polícia.
Nas redes sociais, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, classificou a detenção dos jornalistas como “inadmissível, arbitrária e abusiva”.
Políticos e partidos também condenaram a ação policial. “O livre exercício do jornalismo é um dos pilares da democracia. A quem interessa esconder os fatos?”, perguntou o PSOL no Twitter.
Por sua vez, a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) lembrou que, mesmo identificados como jornalistas, os repórteres foram detidos pela PM baiana.
Na edição que começou a circular hoje, Veja publicou fotos do corpo do ex-capitão. As imagens corroboram as suspeitas de que Nóbrega foi executado após ser rendido, numa ação que caracterizaria queima de arquivo.