PIB do agronegócio cresceu 1,79% em 2016

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gilberto-alves-dos-santos-da-produfertil-foto-lile-correa-1PIB do agronegócio cresceu 1,79% em 2016

“O Brasil sabe fazer agronegócio, nós temos clima, água, gente capacitada para fazer o trabalho de desenvolver a atividade agropecuária, o brasileiro é empreendedor”, afirma Gilberto Alves de Souza.

O empresário Gilberto Alves de Souza, sócio proprietário da Produfertil Comércio de Produtos Agrícolas, atuando a 20 anos no ramo de produtos para agricultura e pecuária foi entrevistado essa semana pelo jornalista Lile Corrêa.

A entrevista veiculada na Rádio Líder FM 104,9 de Ponta Porã e transcrita no Jornal Che Fronteira fala sobre o agronegócio, safra 2015/2016 e expectativa para o ano 2017.

De acordo com Gilberto Alves de Sousa “estamos vindo de duas safras frustantes, soja verão 2015/2016 e o milho com uma queda acentuada que prejudicou o faturamento do produtor”.

Segundo a avaliação do empresário “o setor esta descapitalizado, estamos com esperança na safra de soja que esta indo bem, já finalizado o plantio, a expectativa a nível de mercado mundial não é das melhores por causa da super safra americana, tanto de soja como de milho, porém a demanda mundial permanece aquecida com os países asiáticos, que consomem bem soja e milho”.

Gilberto Souza salientou que “o mercado de commodities trabalha com a expectativa futura, apesar da China diminuir o volume de crescimento, por causa do mercado chinês ha uma pressão sobre os preços de soja e milho”.

Os analistas econômicos apontam para a Índia que devera ir ocupando esse espaço de compra dos chineses por causa do crescimento indiano.

A orientação da Produfertil para os clientes, segundo Gilberto Souza “é de controlar os custos, tentar fazer uma lavoura dentro de uma tecnologia mediana, não dá para exagerar, porque hoje os custos são altos em função de aumento de óleo diesel, agroquímicos  fertilizantes, pois o custo hectare em grãos (tanto de soja como milho) esta extrapolado, então orientamos o produtor a segurar”.

O agronegócio representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, gerando emprego e renda para os produtores e lavoureiros, segundo Gilberto dos Santos “quem faz agricultura é sempre um otimista, enterrar dinheiro não é pra qualquer um, por isso quem mora na cidade, não tem noção do que é depender do clima, o produtor depende do clima, temos que ser otimista e o Brasil sabe fazer agronegócio, nós temos clima, água, gente capacitada para fazer o trabalho de desenvolver a atividade agropecuária, o brasileiro é muito empreendedor, mas precisa segurar as despesas, para não onerar demais”.

Nos primeiros cinco meses de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, estimado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cresceu 1,79%, em comparação com o mesmo período de 2015. O bom desempenho ocorreu devido ao comportamento do ramo agrícola, que cresceu 0,37% em maio e 2,73% de janeiro a maio. Já o ramo pecuário apresentou pequena queda de 0,07% no mês, acumulando queda de 0,26% nos cinco primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2015.

Na análise por segmentos, no ramo agrícola, o destaque foi o primário com crescimento de 0,71% no mês de maio, seguido por serviços (0,35%), insumos (0,27%) e indústria (0,17%). No acumulado, os segmentos do ramo agrícola mantiveram-se em crescimento e o segmento primário também foi destaque, com elevação de 3,55%. O setor de serviços, a indústria e de insumos também apresentaram índices positivos de crescimento no período analisado: 2,80%, 2,53% e 1,28%, respectivamente.

Com relação ao ramo pecuário, o desempenho foi menos intenso. Houve queda acumulada nos primeiros cinco meses de 2016 devido ao recuo na produção dos seguintes segmentos: primário (-0,24%), industrial (-0,74%) e de serviços (-0,53%), tendo em vista que houve elevação para o segmento de insumos (0,59%). No caso específico do mês de maio, os segmentos primário, indústria e serviços apresentaram desempenho negativo de -0,10%, -0,10% e -0,12%, respectivamente, enquanto o segmento de insumos apresentou alta de 0,14%.

Já o segmento de insumos agropecuários apresentou alta de 0,22% em maio, acumulando aumento de 0,99% até maio de 2016. A variação acumulada é ainda mais modesta em comparação a outros segmentos, mas a variação mensal já mostra maior equilíbrio. Entre as indústrias acompanhadas neste segmento, para fertilizantes e adubos, ocorreu redução anual de 8,89% no faturamento. Esses números refletem a estimativa para a produção: 3,38% menor no ano e queda de 5,71% dos preços nos primeiros cinco meses de 2016, em relação ao mesmo período de 2015.

De acordo com os números da equipe Custos Agrícolas/Cepea, a desvalorização do dólar nos últimos meses resultou em queda nos preços dos fertilizantes no mercado interno, seguindo a tendência já destacada no relatório de abril. Esse cenário tem elevado o ritmo de aquisição de insumos por parte dos produtores, que estava enfraquecido desde o ano passado, por conta da alta das cotações dos fertilizantes com o dólar elevado e das dificuldades de acesso a crédito.