Policiais tentam apreender imagens feitas por fotógrafo da Ponte em Paraisópolis

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Redação Portal Imprensa*

Enquanto registrava imagens do protesto contra a morte de nove jovens em Paraisópolis, no domingo (1/12), o fotógrafo Daniel Arroyo, da Ponte Jornalismo, foi abordado por policiais militares, que exigiram que ele entregasse as imagens feitas durante a abordagem a um motoqueiro.

Crédito:Lucas Martins/Jornalistas Livres
“Comecei a fazer foto do enquadro, que foi tranquilo, nada de mais. Ele [motoqueiro] estava com a bolsa de uma empresa de entregas, mostrava o celular e argumentava que estava fazendo uma entrega. Foi quando parte do ato voltou e uns garotos jogaram uma bombinha na base. Os PMs vieram para cima de mim, queriam pegar as imagens”, disse.

Os policiais questionaram se Arroyo havia registrado a cena e pediram que ele lhes entregasse as imagens. “Eles queriam meu telefone e minhas imagens”, conta.

Segundo Arroyo, os policiais consultaram o número do seu RG no sistema da corporação e insistiram para que ele passasse um contato telefônico. Ele só foi liberado após o presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Dimitri Sales, passar seu próprio número de telefone para os PMs.