Preso há 4 anos sem acusação formal, jornalista da Al-Jazeera é libertado no Egito

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Redação Portal IMPRENSA
Reportagem da AFP publicada nesta sexta (5) informa que, após quatro anos de prisão, o governo do Egito libertou o jornalista da Al-Jazeera Mahmoud Hussein.
Incluído entre os casos mais urgentes de defesa da liberdade de imprensa no mundo, Hussein havia sido detido de forma arbitrária, sem uma acusação formal, processo ou condenação, sob acusação de “divulgar informações falsas”.
Crédito: Reprodução La Stampa

Egípcio, Hussein trabalhava para a Al-Jazeera na sede da emissora em Doha e estava preso desde dezembro de 2016. Ele teria sido liberado na quinta (4).

Seu caso vem sendo denunciado por defensores da liberdade de imprensa e da democracia de várias partes do mundo, alimentando críticas internacionais ao governo do presidente egípcio Abdel Fatah al Sisi.
Em maio de 2019 a Anistia Internacional ordenou a liberação do jornalista, mas uma semana depois foram anunciadas novas acusações e ele continuou detido.
Para o general Sisi, a Al-Jazeera é um braço da Irmandade Muçulmana, organização considerada terrorista pelo atual governo, que comandou o país até 2013.
No poder desde a deposição da Irmandade Muçulmana, o governo do general Sisi é frequentemente acusado de ferir a liberdade expressão e de calar opositores.
No fim de janeiro o governo do Egito prendeu o cartunista Ashraf Hamdi, por um vídeo que ele publicou no Facebook sobre a Primavera Árabe.