Prisão de supostos hackers é novo capítulo do caso Vaza Jato

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Redação Portal IMPRENSA*
O caso Vaza Jato, como se tornou conhecido na imprensa o vazamento de mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram entre o então juiz Sergio Moro e membros da força-tarefa da operação Lava Jato, continua no centro das atenções em Brasília.
Nesta terça-feira, 23, não muito tempo depois de o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, afirmar em ofício enviado ao STF que o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, não é alvo de nenhum inquérito aberto pela corporação, quatro pessoas foram presas no interior de São Paulo, sob suspeita de hackear telefones de autoridades.
Crédito:Reprodução TV Senado
Sergio Moro fala a senadores sobre suposta invasão a seu celular e critica série de reportagens do Intercept Brasil

Elas foram transferidas para Brasília, onde prestarão depoimento à Polícia Federal. O grupo, formado por três homens e uma mulher, teria invadido aparelhos do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. A PF não divulgou detalhes da investigação.

Publicado em série de reportagens pelo Intercept Brasil, e depois por outros veículos de imprensa, o conteúdo das conversas do caso Vaza Jato lança suspeitas sobre o uso político eleitoral da operação Lava Jato.
Ao enviar ofício ao STF, o diretor-geral da Polícia Federal atendeu determinação do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli. O magistrado acolheu um pedido da Rede Sustentabilidade para que seja declarada inconstitucionalidade de qualquer investigação contra o jornalista Glenn Greenwald.
Na solicitação, o partido alega que uma eventual diligência violaria a liberdade de imprensa, pois seria uma ferramenta de “coação” contra o trabalho do profissional e de sua equipe. Os rumores de que Glenn seria investigado surgiram após notícia com este teor ser publicada pelo site “O Antagonista”.
A operação em que foram presos os suspeitos de invasão de celulares de autoridades se chama Spoofing, termo que designa um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa, fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável.
Nas mídias sociais, opositores ao governo Bolsonaro vêm acusando a Polícia Federal de “fabricar” hackers, a fim de livrar a Lava Jato e o então juiz Moro das acusações de imparcialidade. Por sua vez, defensores do governo defendem a prisão e deportação do jornalista Glenn Greenwald.