Profissionais de imprensa são agredidos em Manaus após pronunciamento de vice-governador

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Jornalistas foram agredidos no Amazonas

Crédito Foto: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas

Quatro profissionais da imprensa de Manaus (AM) registraram boletim de ocorrência após serem agredidos por Michele Welche Silva Lobo, sargento da Polícia Militar do Amazonas. A agressão ocorreu no dia 28 de outubro, após pronunciamento do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (PTB). A sargento faz parte da equipe de segurança do político.
Segundo reportagem da agência de notícias Amazônia Real, os profissionais agredidos foram Rosiene Carvalho, repórter da rádio Band News e correspondente do UOL; Jullie Pereira, repórter e apresentadora do site Amazonas Atual; Cynthia Blink, repórter da Rádio Mix e portal O Amazonês; e Adriano Santos, fotojornalista do portal Manaós.
O pronunciamento de Caldeira Filho foi anunciado à imprensa como uma coletiva com o objetivo de esclarecer a suposta participação do político em esquema de compra superfaturada de respiradores para tratamento de pacientes com covid-19 nos hospitais do Amazonas. Porém, em vez de responder as perguntas dos jornalistas, Caldeira Filho leu um pronunciamento por 15 minutos.
Descontente com a falta de liberdade para fazer perguntas, a jornalista Rosiene Carvalho afirmou após o pronunciamento que “quando um jornalista é impedido de perguntar, todos são agredidos”. A fala irritou a equipe do vive-governador. Em imagens gravadas por celulares é possível ver a sargento Michele empurrando Rosiene e entrando em atrito com as jornalistas Jullie Pereira e Cynthia Blink. Por sua vez, o fotojornalista Adriano dos Santos, que gravava a cena, foi empurrado e impedido de registrar o rosto da policial militar.
À Amazônia Real, Rosiene reclamou que a sargento da PM “não estava preparada para exercer a segurança de uma autoridade pública”. “Não podemos normalizar as agressões contra jornalistas, nem em Manaus e nem em lugar nenhum”, disse Rosiene, que já foi repórter de política do jornal  A Crítica.
Tendo ingressado na política após ganhar popularidade como defensor público do Estado do Amazonas, Carlos Almeida Filho é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) por suspeita de envolvimento na compra de respiradores superfaturados.