Queda na liberdade de expressão é global, mas Brasil se destaca negativamente

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Redação Portal IMPRENSA*
O Brasil registrou, entre 2016 e 2018, queda de 28% no índice de liberdade de expressão da organização de direitos humanos Artigo 19. Criada em 1987 em Londres, a organização destacou que os jornalistas foram alvo frequente de ataques nas eleições brasileiras de 2018, e que a retórica contra a imprensa do agora presidente Jair Bolsonaro tende a piorar a situação.
Segundo a Artigo 19, “Bolsonaro conquistou a presidência em uma plataforma de desprezo pelos princípios democráticos e hostilidade às minorias e à sociedade civil, ameaçando ‘acabar com o ativismo’ e comprometendo-se a aumentar o desmatamento na Amazônia”.
Crédito:Reprodução

Ainda de acordo com levantamento da organização, houve em 2018 no Brasil 35 crimes graves cometidos contra jornalistas e comunicadores – incluindo 4 assassinatos, 4 tentativas de assassinato, 26 ameaças de morte e um sequestro.

Problema global

Doze dos crimes graves registrados foram cometidos contra jornalistas de radiodifusão. Em 2018, políticos e agentes da lei foram responsáveis por 18 agressões a jornalistas. Em sete casos os ataques ocorreram após o comunicador expressar críticas ou opiniões.

O problema não está restrito ao Brasil. O mundo, segundo a Artigo 19, registra o mais baixo índice de liberdade de expressão dos últimos dez anos. As principais armas dos inimigos da livre expressão, diz o relatório, são digitais.
O número de jornalistas, comunicadores e defensores dos direitos humanos presos, atacados e mortos está aumentando, segundo o estudo. Ao todo, 66 países – com uma população combinada de mais de 5,5 bilhões de pessoas – viram um declínio no ambiente geral de liberdade de expressão na última década.