Rádio foi o principal meio de comunicação da imprensa com a população durante apagão no Amapá - CLUBE DE IMPRENSA

Rádio foi o principal meio de comunicação da imprensa com a população durante apagão no Amapá

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Rádio foi o principal meio de comunicação da imprensa com a população durante apagão no Amapá

Do dia 3 de novembro até mais ou menos o dia 6, durante o apagão que deixou 13 de 16 municípios do Amapá sem energia elétrica, apenas duas emissoras de telecomunicação conseguiram se manter no ar.

Crédito: Reprodução / Twitter

A TV Amapá, da Rede Amazônica, e a Rádio CBN, ambas ligadas ao grupo Globo, utilizaram geradores para não sair do ar e nem parar com os trabalhos jornalísticos. Mas foi apenas um desses veículos que conseguiu explicar à população o que estava acontecendo no estado.

Sem energia em casa, moradores da capital Macapá e do interior se utilizaram dos rádios de pilha ou dos equipamentos instalados nos carros para ter acesso às informações e aos motivos do caos criado na região.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amapá (Sindjor-AP), João Clésio, os sites de notícias também funcionaram, mas de forma precária, por conta da falta de energia e de internet nas redações.

“O rádio foi muito importante, porque foi por onde grande parte da população acompanhou a situação e tomou um rumo sobre o que estava acontecendo. Foi um susto. Na primeira noite, faltou por volta de 21h e ninguém sabia o motivo. Em seguida, as informações começaram a chegar, mas de forma bem lenta”, conta.

Após o início do rodízio de energia, no dia 7 de novembro, quando mais emissoras e veículos puderam voltar ao ar, as dificuldades continuaram com a falta de contato com entrevistados, com celulares descarregados, e falta de internet.

Somente após alguns dias, os jornalistas puderam voltar a realizar os trabalhos em sua totalidade. Ainda assim, mesmo de forma precária, a imprensa conseguiu levar a informação aos municípios amapaenses, ao Brasil e ao mundo.

“Considero o trabalho dos meios de comunicação do Amapá muito importante na cobertura desse caos, onde houve falta de água, falta de energia. Os grandes centros foram bastante abastecidos por informações diariamente, com os correspondentes locais”, reforça Clésio.

Ele também parabenizou o trabalho dos jornalistas de todos os veículos do estado. “Eu quero parabenizar todos os profissionais que atuam no mercado local, nos blogs, nas TVS, nas rádios, nos órgãos oficiais, pelo heroísmo de, diante de todo um caos, conseguir informar, conseguir transmitir aquilo que estava acontecendo para a população local, pra o Brasil e para o mundo”.

O apagão foi causado por um incêndio na principal subestação do estado no dia 3 de novembro. Moradores de 13 cidades ficaram completamente sem energia até o dia 7, quando foi iniciado um rodízio.

No dia 17, outro apagão deixou Amapá completamente às escuras, mas dessa vez por menos tempo, cerca de 5 horas. A previsão das autoridades é que até sábado, 18 dias depois, o fornecimento esteja normalizado.