Rebeca Andrade, medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio

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Por G1

A ginasta Rebeca Andrade, de 22 anos, levou a medalha de prata na ginástica artística nos Jogos de Tóquio. A atleta de Guarulhos, na Grande São Paulo, alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira mulher brasileira (e latino-americana) a chegar a um pódio nessa modalidade numa olimpíada.

Ao som do funk “Baile Favela”, ela marcou 57,298 pontos na prova (veja abaixo trecho da apresentação), atrás apenas da americana Sunisa Lee, que marcou 57,433 pontos. O bronze ficou com a russa Angelina Melnikova, com 57,199 pontos.

A ginasta brasileira que hoje compete pelo Flamengo também conquistou vaga em mais duas provas além do individual geral, que lhe rendeu a vitória desta quinta-feira. Os olhos do Brasil vão se voltar novamente para ela na decisão do salto no próximo domingo (1º) e, na segunda-feira (2), do solo.

Rebeca Andrade na final, em Tóquio, em 29 de julho de 2021 — Foto: Dylan Martinez/Reuters

Rebeca Andrade na final, em Tóquio, em 29 de julho de 2021 — Foto: Dylan Martinez/Reuters

De Guarulhos para Tóquio

 

Nascida em Guarulhos, na Grande São Paulo, a medalhista saiu de casa aos 9 anos para se dedicar ao esporte. Ela já sofreu três lesões no joelho e chegou a pensar em desistir da vida de atleta, mas a mãe, Rosa Santos, não deixou.

Foi em um projeto social que, ainda criança, Rebeca ganhou o apelido de “Daianinha de Guarulhos”, em referência a Daiane dos Santos, vencedora de nove medalhas de ouro em campeonatos mundiais no solo entre 2003 e 2006. Hoje é Daiane quem reverencia Rebeca: “Essa prata vale ouro pra gente”, disse a outra estrela da ginástica após o resultado em Tóquio.

Sunisa Lee, dos EUA, Rebeca Andrade, do Brasil, e Angelina Melnikova, do Comitê Olímpico Russo, medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente, nas Olimpíadas de Tóquio — Foto: Mike Blake/Reuters

Sunisa Lee, dos EUA, Rebeca Andrade, do Brasil, e Angelina Melnikova, do Comitê Olímpico Russo, medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente, nas Olimpíadas de Tóquio — Foto: Mike Blake/Reuters

Na cidade natal da medalhista, os primeiros mestres dela no esporte acompanharam com atenção a apresentação e não puderam conter a alegria com o resultado da prova.

“Vai chover criança na porta do ginásio querendo fazer ginástica”, disse ao G1 Mônica Barroso dos Anjos, técnica da equipe de ginástica de Guarulhos, que abriu as portas para Rebeca no Projeto Iniciação Esportiva.

 

Rebeca Andrade (esq.) em Cuba, aos 9 anos de idade, em sua primeira competição internacional — Foto: Arquivo pessoal

Rebeca Andrade (esq.) em Cuba, aos 9 anos de idade, em sua primeira competição internacional — Foto: Arquivo pessoal