Relatório mostra queda acentuada na liberdade de expressão no mundo. Imprensa é a mais afetada

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Redação Portal IMPRENSA

O clima de radicalização e polarização política e social que tem se espalhado pelo mundo já deixa sinais evidentes no direito à liberdade de expressão da sociedade. A nova edição da Agenda de Expressão divulgada nesta semana pela Artigo 19, organização não-governamental de direitos humanos, constatou uma redução acentuada nas garantias ligadas ao exercício desse direito nos últimos três anos, mantendo uma curva descendente iniciada dez anos atrás.

Crédito:Reprodução

Jornalistas e comunicadores de todos os tipos estão entre os mais afetados no mundo. O levantamento indica que a diminuição de liberdade de expressão tem sido impulsionada pelo aumento na intimidação dos profissionais da comunicação com a intensificação de ataques físicos e verbais.

O Brasil figura negativamente no levantamento. O país apresentou a maior queda no indicador que mede a liberdade de expressão no espaço cívico.

O levantamento reúne informações de todo o mundo e mede a liberdade de expressão em cinco áreas: espaço cívico, liberdade digital, liberdade de imprensa, proteção e transparência. A liberdade de imprensa foi a área mais afetada em 2017.

De acordo com o relatório, 78 jornalistas foram mortos, 326 foram detidos, 97% dos detidos são repórteres locais e, em média, 90% dos crimes físicos praticados contra jornalistas ficam impunes. “Nossos dados mostram que a liberdade de expressão está em declínio há dez anos e que essa queda acelerou significativamente nos últimos três anos. Este é um fenômeno global com muitas violações acontecendo inclusive em países onde a liberdade de expressão tradicionalmente era protegida”, analisa o diretor executivo da Artigo 19, Thomas Hughes.

A Artigo 19 é uma organização não-governamental de direitos humanos criada em 1987, em Londres. A ONG tem escritórios em nove países, inclusive no Brasil, onde atua desde 2007.

Acesse a íntegra do relatório.