Repórter ligada à oposição é expulsa do Egito

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on print

egitoPor Edir Lima*

A jornalista anglo-libanesa Liliane Daoud, que apresentava um programa político na emissora egípcia OTV, foi expulsa do Egito na madrugada desta terça-feira (28/6), informou uma autoridade do Serviço Migratório. Segundo a AFP, a repórter era alvo de críticas nas redes sociais, acusada de manter ligações com a oposição no Egito. Depois de ser expulsa, pegou um voo rumo a Beirute. O advogado de Liliane, Zyad el-Eleimi, informou que ela ligou para ele antes de deixar o Cairo.

Khaled al-Berri, ex-marido da jornalista, contou que ela foi presa em uma operação que mobilizou oito policiais. “Eles disseram que vinham da polícia fronteiriça e levaram-na para um lugar desconhecido, depois de tirar seu telefone e seu passaporte britânico”, relatou.

Segundo o Portal Imprensa, al-Berri acrescentou que os agentes alegaram que queriam comprovar se os documentos de residência eram válidos e, sem eles, Liliane seria expulsa. A ação dos policiais ocorreu pouco depois do rompimento de contrato da jornalista com a OTV.

No último dia 3 de maio, Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, especialistas lembram que opressão ocorre não somente em regimes repressivos.

“Estes são tempos sombrios para a liberdade de imprensa e de expressão e os direitos humanos em geral”, diz o advogado egípcio e ativista de direitos humanos Gamal Eid, processado no Cairo por “difamação de seu país”. “Hoje é perigoso trabalhar como jornalista ou expressar a própria opinião num romance, na internet ou num jornal”, lamenta, se referindo não só ao seu país, o Egito, mas a toda a região do norte da África e ao Oriente Médio.