Revistas são ameaçadas por denúncias em El Salvador

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Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e o Comitê Internacional de Jornalistas expressaram solidariedade e preocupação diante das ameaças recebidas pelos jornalistas das revistas digitais Factum e El Faro, de El Salvador. As entidades exigiram uma investigação por parte das autoridades do país para descobrir a origem das ameaças, destacou a ABI.

Segundo informações da SIP, os veículos divulgaram em agosto matérias que revelaram a participação de policiais em execuções extrajudiciais. A Revista Factum publicou a reportagem “En la intimidad del escuadrón de la muerte de la policía”, onde durante três meses monitoraram dois grupos de WhatsApp, com mais de 40 policiais, que revelaram comunicações internas e crimes de grupos de extermínio praticados pelos membros da instituição.

Já o portal El Forum publicou distintas reportagens realizadas durante 2015 e 2017, mostrando como agentes da polícia assassinaram ao menos 14 pessoas em três operações distintas, se valendo do termo “enfrentamento” com gangues para acobertar as mortes. O diário El Prensa Gráfica também denunciou a ação extrajudicial da polícia.

Uma das ameaças, alegadamente de um grupo de dentro da polícia, foi divulgada por meio da conta no Twitter intitulada “Defensores Azuis”. A imagem, com um homem portando uma arma é acompanhada da legenda: “Los tengo que ver como Christian Poveda @RevistaFactum @_ElFARO_ muertos en mano de sus protegidos…”.

Em 2009, o fotógrafo francês Christian Podeva foi assassinado a tiros em San Salvador, semanas antes do lançamento do seu documentário sobre os “maras”, as gangues de traficantes de drogas que praticam extorsões no país. As ameaças aos jornalistas também vieram a partir de contas no Facebook.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, insistiu que as autoridades de El Savador “atuem com firmeza e seriedade, com a maior brevidade para garantir a segurança física dos jornalistas intimidados por realizar de maneira eficiente seus trabalhos”, afirmou.

Rock insistiu que é dever das autoridades do país “proteger a segurança dos jornalistas e de castigar com severidade aqueles que coagem a liberdade de expressão e de imprensa”, declarou.

Na última semana, quatro pessoas se identificaram como membros da Procuradoria para a Defensa aos Direitos Humanos no edifício da El Forum e questionaram o vigilante sobre horários e detalhes da rotina dos jornalistas. A procuradoria negou o envio de agentes. No mesmo dia, foram vistos outros carros suspeitos rondando a sede da Revista Factum.

“Estamos seguros de que o que fazemos na Factum e na Forum é o correto. Denunciar os criminosos, os hipócritas e os que abusam de seu poder. Seguir fazendo é nosso compromisso”, diz o editorial divulgado pelos veículos.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e o Comitê Internacional de Jornalistas expressaram solidariedade e preocupação diante das ameaças recebidas pelos jornalistas das revistas digitais Factum e El Faro, de El Salvador. As entidades exigiram uma investigação por parte das autoridades do país para descobrir a origem das ameaças.

Segundo informações da SIP, os veículos divulgaram em agosto matérias que revelaram a participação de policiais em execuções extrajudiciais. A Revista Factum publicou a reportagem “En la intimidad del escuadrón de la muerte de la policía”, onde durante três meses monitoraram dois grupos de WhatsApp, com mais de 40 policiais, que revelaram comunicações internas e crimes de grupos de extermínio praticados pelos membros da instituição.

Já o portal El Forum publicou distintas reportagens realizadas durante 2015 e 2017, mostrando como agentes da polícia assassinaram ao menos 14 pessoas em três operações distintas, se valendo do termo “enfrentamento” com gangues para acobertar as mortes. O diário El Prensa Gráfica também denunciou a ação extrajudicial da polícia.

Uma das ameaças, alegadamente de um grupo de dentro da polícia, foi divulgada por meio da conta no Twitter intitulada “Defensores Azuis”. A imagem, com um homem portando uma arma é acompanhada da legenda: “Los tengo que ver como Christian Poveda @RevistaFactum @_ElFARO_ muertos en mano de sus protegidos…”.

Em 2009, o fotógrafo francês Christian Podeva foi assassinado a tiros em San Salvador, semanas antes do lançamento do seu documentário sobre os “maras”, as gangues de traficantes de drogas que praticam extorsões no país. As ameaças aos jornalistas também vieram a partir de contas no Facebook.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, insistiu que as autoridades de El Savador “atuem com firmeza e seriedade, com a maior brevidade para garantir a segurança física dos jornalistas intimidados por realizar de maneira eficiente seus trabalhos”, afirmou.

Rock insistiu que é dever das autoridades do país “proteger a segurança dos jornalistas e de castigar com severidade aqueles que coagem a liberdade de expressão e de imprensa”, declarou.

Na última semana, quatro pessoas se identificaram como membros da Procuradoria para a Defensa aos Direitos Humanos no edifício da El Forum e questionaram o vigilante sobre horários e detalhes da rotina dos jornalistas. A procuradoria negou o envio de agentes. No mesmo dia, foram vistos outros carros suspeitos rondando a sede da Revista Factum.

“Estamos seguros de que o que fazemos na Factum e na Forum é o correto. Denunciar os criminosos, os hipócritas e os que abusam de seu poder. Seguir fazendo é nosso compromisso”, diz o editorial divulgado pelos veículos.