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RSF manifesta preocupação com eleições em Honduras

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RSF manifesta preocupação com eleições em Honduras

Oito anos após o golpe de Estado registrado em junho de 2009, a situação da liberdade de informação segue se deteriorando em Honduras, é o que aponta a Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Os assassinatos de jornalistas, os processos judiciais e os atos de violência se instauraram de maneira duradoura e o clima de medo e autocensura se reforçou durante o mandato do presidente Juan Orlando Hernández. A perspectiva da reeleição do presidente é fonte de preocupação para RSF.

No último final de semana, os hondurenhos foram às urnas para eleger um novo presidente, mas durante a segunda-feira (27), os dois principais candidatos, o conservador Juan Orlando Hernández e o esquerdista Salvador Nasralla se declararam vencedores das eleições.

A RSF se manifestou por meio de nota e afirmou que Honduras é um dos países mais perigosos da América Latina para a imprensa. O Comissionado Nacional de Direitos Humanos (Conadeh) registrou que entre janeiro de 2001 e agosto de 2017 foram assassinados 70 jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação no país; 91% dos casos permanecem na impunidade.

Emmanuel Colombié, responsável pela RSF América Latina afirmou que por ocasião destas eleições presidenciais, a entidade emite um sinal de alerta sobre o meio ambiente em que se encontram os jornalistas hondurenhos. “O presidente eleito, seja quem for, terá a grande responsabilidade de parar esta espiral de violência e revalorizar o trabalho dos jornalistas. Deverá demonstrar vontade política e realizar ações concretas para fortalecer os mecanismos de proteção de forma duradoura e prevenção de riscos, luta contra a impunidade e pôr fim à censura sistemática de vozes críticas no país”, disse.

No final da tarde de segunda-feira (27), informações da revista britânica “The Economist” dão conta de que Hernández teria realizado uma reunião para ensinar técnicas de como fraudar a eleição. O áudio com cerca de duas horas foi enviado à revista por um participante de uma reunião de membros do Partido Nacional, de Hernández. Sua autenticidade não foi comprovada.

O presidente Juan Orlando Hernández (Foto: Reprodução)