Situações extremas evidenciam importância do rádio

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ABERT

A importância do rádio em um ano de acontecimentos marcantes, como a epidemia global de COVID-19, as eleições no Brasil e nos Estados Unidos e, mais recentemente, as dificuldades enfrentadas pela população do Amapá, em decorrência de uma crise energética, é destacada pelo professor e escritor Fernando Morgado.

“É justamente em situações extremas que o rádio conquista ainda mais espaço e renova sua importância”, defende.

Em artigo publicado no portal Tudo Rádio, Morgado lembra que o rádio está sempre no ar, pautando temas de interesse local e levando aos cidadãos as informações necessárias para a tomada de decisões.

Coronavírus: o papel do rádio no combate à pandemia

Ainda que alguns insistam em dar de ombros, o fato é que a pandemia do novo coronavírus alterou por completo a rotina de parte importante da população mundial. O medo de ser contaminado fez milhões de pessoas se refugiarem em casa, evitando ao máximo o contato social. São gravíssimas as consequências econômicas dessa situação. Trata-se de uma crise sem precedentes na história recente da humanidade.

É justamente em momentos assim, tão delicados, que descobrimos com quem podemos contar, inclusive em termos de informação. E o rádio, mídia tão tradicional, reforça sua posição de referência graças a atributos como agilidade, credibilidade e interatividade.

Em muitas cidades, o rádio é o único meio através do qual as autoridades podem se comunicar ao mesmo tempo com toda a população. Além disso, as emissoras abrem espaço para notícias apuradas por profissionais e comentários dados por especialistas. Esses conteúdos esclarecerem dúvidas, acalmam ânimos e, sobretudo, acabam com mentiras que circulam, principalmente, pelas redes sociais.

Mas nem só de informação vive o rádio. Ele também é uma das formas mais democráticas de diversão, afinal, os ouvintes não pagam nada para ouvi-lo. Em tempo: conversar e tocar música também são formas de prestar serviço.

Na luta contra o novo coronavírus, o rádio ocupa um papel estratégico. Trata -se da segunda maior mídia em termos de alcance no Brasil, podendo ser consumida por qualquer um, inclusive analfabetos e pessoas que vivem em regiões remotas.

Fernando Morgado Consultor e palestrante. Professor das Faculdades Integradas Hélio Alonso. Coordenador adjunto do Núcleo de Estudos de Rádio da UFRGS. Membro da Academy of Television Arts & Sciences, entidade realizadora dos prêmios Emmy. Possui livros lançados no Brasil e no exterior, incluindo o best-seller “Silvio Santos: a trajetória do mito” (5ª edição em 2017).

É um dos autores de “Covid-19 e comunicação: um guia prático para enfrentar a crise” (2020), obra publicada em português, espanhol e inglês. Mestre em Gestão da Economia Criativa e especialista em Gestão Empresarial e Marketing pela ESPM.

Site: fernandomorgado.com