Twitter não se manifesta sobre estudo que aponta uso de contas falsas na plataforma em apoio a novo governo boliviano

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Twitter não se manifesta sobre estudo que aponta uso de contas falsas na plataforma em apoio a novo governo boliviano

Redação Portal IMPRENSA*

O Twitter não se pronunciou sobre estudo divulgado nesta segunda, 18, a respeito do uso de contas falsas na plataforma em apoio ao atual governo da Bolívia e críticas ao ex-presidente Evo Morales.
Feito por Julián Macías, responsável pelas redes sociais da coalizão eleitoral de esquerda Unidas Podemos, da Espanha, o trabalho afirma que mais de 68 mil contas falsas criadas recentemente no Twitter estão operando de forma intensa na crise política e social que o país atravessa, espalhando mensagens a favor da repressão que já deixou mais de 20 mortos e 700 feridos.
Crédito:Reprodução
Jeanine Áñes, presidente interina da Bolívia: 68 mil contas falas teriam sido criadas no Twitter em apoio a seu governo

Líder do movimento que resultou na renúncia de Morales, Luis Fernando Camacho teria aumentado o número de seguidores no Twitter de cerca de 3 mil para mais de 130.000 em pouco mais de 15 dias. Destes, mais de 50.000 seriam de perfis falsos criados em novembro de 2019.

Táticas militares de comunicação
O estudo também ressalta o uso de táticas militares na estratégia de comunicação dessas contas falsas. A ideia seria difundir desinformação em larga escala e inundar as redes sociais de mensagens políticas sectárias e beligerantes, favoráveis aos militares e ao novo governo boliviano.
No Brasil, o antropólogo Piero Leirner, professor da Universidade Federal de São Carlos que estuda instituições militares há quase 30 anos, também tem falado sobre o uso de táticas militares na estratégia de comunicação de Jair Bolsonaro.
Em entrevista a Guilherme Seto, publicada pela Folha de São Paulo em outubro de 2018, Leirner defende que Bolsonaro cria “um ambiente de dissonância cognitiva”.
“As pessoas, as instituições e a imprensa ficam completamente desnorteados. Mas, no fim das contas, Bolsonaro reaparece como elemento de restauração da ordem, com discurso que apela a valores universais e etéreos: força, religião, família, ordem”, analisou Leirner.